Horizonte largo, melancolia numa tarde morna.. Hoje, contudo, a tarde foi mais morna que de costume. Eu não sei o que acontece! Eu não sei o porquê do vazio e da falta de densidade! Os dias contrapõem-se e subtraem-se, sumariamente. É uma engrenagem ainda incólume e desconhecida. Ora me identifico com o que vivo, ora me desfaleço pelo mesmo motivo . O tempo minimiza qualquer oportunidade; e esta reduz, em contrapartida, qualquer tempo útil que me resta.
Novamente, eu não sei de onde vem tanta inquietação. Ou eu apenas pense que esteja inquieta, quando, na verdade, só me aquieto defronte as impossibilidades.
Estou calma, a tarde fez-me estar; não me foi apresentado nenhum motivo pra que eu me insubordinasse ou me empenhasse a fazer qualquer coisa que seja! É isso, não faço qualquer coisa que seja, não aqui, não agora, não assim!
Recebo postais e com eles trágicas conferências; abruptamente, sinto-me como, talvez, em outrora nunca havera sentido (mesmo sabendo que coisas assim me são recorrentes), e só. É só isso! Momentos fugazes de agitação e desconsolo e uma repentina volta à realidade insulsa. É quase imperceptível, porém, vejo-me tão tão linear que nem as famigeradas notícias conseguem me mobilizar.
Sinto um enorme vazio impreciso e expressivo, não entendo por que estou assim, e por mais que eu tente esmiuçar passado, presente, nenhuma resposta me vem esclarecer, por não existirem ou por não serem suficientes. Onde estão essas respostas? De onde vem tanto vazio e dor?
Ah! Quanta falta de referência. Não sei mais em que me apoiar, nem a quem admirar, ou fixar. Não é também o que quero. Já vivo por demais estática para ainda pender a alguém (ou será que, na mais óbvia das explicações, seja exatamente esse o motivo do 'engessamento'? O que são, enfim, sete anos, não?!). Não posso! Não é isso! Então por que engano-me que é exatamente o que acontece? Sei bem que não se trata disso; posso não entender de onde vem essa "calma", contudo, sei que não é algo que simplesmente acontece, quiça, aconteceu (O que são, enfim, sete anos, não?!)
Preciso de liberdade, antes mesmo de entender o que há. Necessito de fugir daqui ou de mim. Manter-me em estágio de supra-consciência sem me importar que ficaram, no lugar de onde sai, pessoas que se julgam muito "conscientes" a ponto de querer pensar, agir e monitorar, por si só, tudo o que se pretende ser feito por outros. Na maioria das vezes, confundo-me com esses "outros", por isso, não sou eu quem vive, apenas revivo ou reconstruo o que já foi, também por vários, vivido. Não há vida, há tão- somete reprodução de ditames. É simples, é óbvio, é prático e "cômodo".
Guerra, Paz, Política, República, Crise Aérea, Aquecimeto Global, Bush, "ismos", domingo, fome, violência, custo de oportunidad, curva de possibilidade, hipocrisia, gordura trans, dialética, sexo, clichês, maniqueísmo, capitalismo, consumismo, oportunismo, estrangeirismo, intervencionismo.. nada disso me interessa mais. Aliás, já me ultraja. Não aguento ficar horas discutindo a mediocridade (ou não) na escrita de Paulo Coelho, as falácias políticas, as mais arbitrarias "hermenêuticas", a teoria do caos, a entropia, Freud, os reflexos do 'Sputinic' nas relações internacionais contemporâneas (risos), a inflência da mídia na condição de existência da classe "C" da Namíbia (??), a virulência do H5N1, os "fulgores" da nossa "bela e harmônica" sociedade, mais nada, nem mesmo eu. Tampouco eu!
Mas se tudo é assim tão provável, o que ainda desconheço tanto a ponto de me incomodar? De onde vem esse desconhecido? Não reconhecer nada disso faz cair por terra toda minha utilidade. No que ela consiste? Na pura certeza de não saber ou não poder admitir nada?!
Estou agora sentada em uma cama de um semi-quarto quente, dividindo minha atenção entre essas supersaturadas linhas, um bom e gelado copo de chopp e, claro, minha inestimável companhia, a música. Os ares ao redor contribuem para que eu não saia nunca daqui, mas uma hora as linhas acabam, o copo se esvazia e a música finda. Nesta hora, a realidade me vem à tona, afinal, lá fora encontro meus ordenadores. Por fim, sistematicamente sistematizada por sistemas não sistemáticos, eis a minha condição.
É hora de abstrair, exteriorizar.. É hora! E quem não sabe fazê-la espera acontecer, isso também é sistemático (ou sintomático?)!
Boa noite!
Brasília, 13/10/2007 (às 21:00 hs.)
Mais uma vez, eu sei, nada disso fará o menor sentido a quem lê, não pensem que esta foi a real intenção! Não há muito sentido nem pra mim! Isso é fruto de tardes tediosas seguidas de noites de mesma natureza! Sistemas sem correlação nenhuma, vazio, inconsistência, nada a dizer, nada a fazer..
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6 comentários:
O que isso me remete, estarmos todos numa crise, amplamente inmensurada, quando pregravam que jovens boemios poetas, e pensadores, eram romanticos tuberculosos, e o chamavam de mal do seculo, e qual seria o nosso mal?
Somos a geração do vazio, que luta e vive simplesmente buscando um pq. As vezes tão longe de ser alcançado, esse vazio que NUS toma, acaba engradecendo as atitudes, não importa o horizonte, a Fenix sempre Re-surge, Re-Vive, e se Re-constroi
Não importa o sentimento so nao podemos parar de tentar!
hã?
aliás..
quem de nós está pior??
Não sei qual está pior, o mais certo é que estamos TODOS ruins!!hehe
Como assim, neh?! Vamos dar um jeito nisso! Urghhhh!! Sasir dessa letargia! Não dá mais!! rss
kkkkkkkkkk todo mundo aki ta precisando eh d um
COÑO
kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
tbm não estou bem
e concordo com a kaka
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