terça-feira, 4 de novembro de 2008

tempos..

Há tempos que não posto nada nesse saco de desabafos. Li a minha última publicação e por mera coincidência eu também estava meio depressivo, só as causas que mudam. Li também que o que eu pensava sobre a faculdade, não muda. Literalmente. A pressão continua, e matérias nunca vistas anteriormente são aterrorizantes. Quem diria que "eu" (para quem bem me conhece), escolheria um curso que não tem muito haver comigo e 50% são ciências exatas? Sofrimento. Aqui o processo é anual, tenho que ver a mesma coisa durante o ano todo, se eu perder uma matéria tenho que refazê-la toda novamente, lá se vão mais 10 meses, saco! Até trabalhar eu trabalhei, nunca imaginei que fosse dar conta de acordar cedo todos os dias para trabalhar, me sinto até homem. Só que isso passa, já não estou mais trabalhando, rs. E na minha idade isso não pega bem, preconceitos casuais.
As mesmas besteiras de toda a minha existência pairam sobre minhas idéias e me trazem sentimentos de angústia. E na maioria das vezes, eu descobri uma musica bem legal da Marisa Monte e do Erasmo Carlos que diz assim:
"Sente o céu, repara o mar
Há muito mais pra eu te mostrar
Não chore não, não fique triste assim
Eu te amo tanto que o teu pranto fez-se canto pra mim
Sorria, por favor
Tenha esperança...", "Que é que você tem?
Conta pra mim...
Não quero ver você triste assim
Não fique triste!
O mundo é bom; a felicidade até existe
Enxugue a lágrima, pare de chorar
Você vai ver que tudo vai passar
Você vai sorrir outra vez
Que mal alguém lhe fez?
Conta pra mim!
Não quero ver você triste assim..."
e sempre que escuto é como se fosse alguém conversando comigo e me sinto bem, é até meio piegas, mas comigo funciona. Tá fica até chato meus posts aqui no blog, porque parece que só escrevo aqui quando não me sinto em mim. Eu sempre soube dominar meus sentimentos tão bem, mas sei lá. Às vezes penso que poderia ser carência, mas mesmo me relacionando com outras pessoas, não faz diferença, é tudo momentâneo. Não gosto de ficar gerando e me iludindo com planos inconcretizáveis. E às 03:25, eu continuo a escrever bobeiras e bobeiras sem fundamentos..

tempos..

segunda-feira, 12 de maio de 2008

E desde que lirismo é lirismo admite-se o pouco provável descrito em versos ...

É engraçado pensar como tudo retrocede quando não se tem força para lutar contra algo que, na verdade, não mereceria ser combatido.
Estou aqui, sim, para elucidar a famigerada idéia de retrocesso. Ainda bem que cedi, que ‘retrocedi’.. era tudo que eu precisava no momento. Você me dá força, sagacidade, alegria nas mais mornas e soturnas tardes. Você me aquece, a mim e ao meu espírito que, até então, via-se em sumário desassossego. Ainda bem que cedi.

Mas hoje e aqui sinto-me também muito só. O que seria de mim senão essas boas horas de músicas, intercaladas por horas de letargia e sonolência? É tão afável pensar que posso ao menos ter esse descanso voluntário sem sequer dever explicações adicionais para quem quer que seja. No entanto, voltando ao assunto chave que me trouxe aqui, ou melhor, retrocedendo a ele e abreviando maiores divagações, sinto-me só. O que fazer com isso, não tens culpa, nem tampouco eu? Sei que estás também muito desconfortável com tal circunstância, sei bem disso; sei que a distância corrói não só a mim, não só ao pouco que restou do nosso último encontro, ao pouco do teu cheiro que ainda me acalenta, não só ao pouco da tua saliva que sinto em meus lábios desencantados e desajuizados, como também a você. Sim, Meu Amor, eu sei, a distância corrói-te, na mesma proporção. Ao menos é o que, sinceramente, parece, ou o que você demonstra com muita facilidade. Oh, doce atuante da arte dramática, não seja isso apenas o despertar de algum ‘quê’ fantasioso, teatral e romântico que há muito você houvera suprimido. É bom poder pensar que também sentes minha falta. Que nos faltamos e que, por fim, em algum momento do passado e do futuro daqueles pretéritos inesquecíveis, nos completamos e nos completaremos novamente, sem dúvida.

Hoje é dia 8, mais um dia, mais um 8. Ah, como eu queria poder estar com você agora, hoje. Sem maiores comedimentos, como eu quis poder ter estado com você ontem, e em seqüência, amanhã, sempre. Sem medos, receios, porquês, logísticas e referências ou reverências externas e, para nós, descabidas e desnecessárias. Quis, como quis. Acredite!

Agora, de novo, com você, não sei ao menos o que fazes neste dia tão representativo. Não posso te ligar, nem deveria. Não hoje, talvez por timidez, por arrogância, por deslize, por querer-me indiferente sempre, ou, na mais provável das hipóteses, pelo velho e bobo receio de tua ‘ascendência’. Não sei, nem quero ser muito clara. Isso contrariaria toda a cautela que teimo, acertadamente, em manter.

No mais, e sem mais, sintetizo tudo que o que possivelmente eu diria e que, absolutamente ninguém se interessaria em ler, quanto menos você. Então, tentando ser o que eu menos soube ser em toda minha vida, sucinta e breve, deixo aqui gravada a minha saudação a ti neste dia hilariante, além de confessar-me muito alegre e bem disposta a ‘fazer valer a pena’, ainda que ao meu modo, tudo isso que, ontem, conseguimos resgatar. Ah, Meu Amor, entenda-me sempre, entenda-me ‘ao meu modo’, entenda que quero-te e desejo-te, mas só sei fazê-lo, por enquanto, com vim fazendo até então. "Me perdi, mas, êi, só me acho em ti".



Texto redigido dia 08/03/2008; pretérito inalcansável e pretensamente esquecível! Não há, novamente, a menor intenção em reduzir todo o texto na simplória compreensão dos que pouco têm a ver com o assunto e são, portanto, alheios a isso tudo. É mais uma alegoria do passado bem vivido e pouco considerado, à época, como tal. O emblema de uma cicatriz; a descrição posterior de algo que há muito se acabara.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

À um suposto e soturno poeta atípico....

Um livro? Rs.. Bom, digamos que viraríamos enciclopedistas de nós mesmos! Quase uma coleção literária milenar a ser desvendada pelas gerações futuras. Gerações essas que, a propósito, terão que se desdobrar para isso, afinal, não será muito fácil entender-nos no futuro quando não nos entendemos ainda hoje, ainda no presente e insólito momento! Isso foi, no mínimo, inexistencial ou, simplesmente, um delírio trivial de uma noite mais trivial ainda! Rs..
Só para comparar-nos, eu tenho também estado o meu tempo quase que todo "confinada à céu aberto" naquela gigantesca, obscura, tumultuada e efervescente UnB! Tenho, confesso, me divertido com isso.. é bom quando se pode verificar que seu pedantismo até então, puramente enfadonho, se constrói e se consolida sob um sem número de bibliografias que nos são, subitamente 'fornecidas'. Situação que perfilha o nosso pensamento sôfrego e vazio. É quase um 'status quo', nunca nos vemos livres desse litígio, digamos, ontológico de nós mesmos! Rs..
Quanta verborragia pra dizer, simplesmente, que estamos perpetuando uma geração estéril e vigorosamente opaca. Nos refugiamos em livros e propulsionamos os pensamentos alheios, graças à nossa letargia emcocional e intelectual. Por isso, reproduzimos, e reproduzimos e sistematizamos essa reprodução para nos suportar outras seguintes! É válido, é confortável, é o tal "haxixe" que tenho lido em Baudelaire, deverasmente o nosso paraíso artificial.
E com isso seguimos essa saga impreterivelmente mórbida e 'demasiadamente humana'.
Somos isso, quase puramente isso, personagens angustiadas pela falta de autonomia e legitimidade. Figurantes desse panorama obtuso e obsessivamente antropomórfico. É realmente quase isso, nos homogeneizamos sob a estética do auto-vilipêndio e conformamos a estrutura capital da nossa sociedade, o anacronismo. Ora nos sentimos malfadados e, no momento seguinte, já nos regozijamos das belezas que nos envolvem e contemplamos o belo como se nada houvera nos afligido a minutos atrás. Somos, de fato, reflexo, projeto e produto dessa celeuma chamada sociedade pós-moderna. Algozes de nós mesmos, porém, felizes, sobretudo por pertencermos ào essencial mundo contemporãneo, tão 'harmônico' e 'sóbrio', sem dicotomias aparentes.
Vamos nos deleitar do nosso pedantismo, pois ele é mesmo muito honroso. Somente dois divagantes para chegarem a tal ponto sem porquê nem quê.
No mais, quero aqui renegar tudo que foi escrito. Não passa de um simples ensaio literário sobre o excesso de passionalidade que temos ao falar de coisas pitorescas ou mesmo, o que é mais provável, uma simples divagação decorrente de uma noite comum e que finda um dia cansativo e desesperançoso.
Por fim, saúdo nossos irmãos latinos, com os quais desfrutaremos um tempo dessa nossa realidade anacrônica. E lá vamos nós, a um futuro incerto, mas com destino certo!
Não sei porque tanta exaltação em falar nada, não sei o porquê do 'sartrismo' exacerbado desses mau redigidos períodos.
Acho que preciso mesmo dormir! Rs..
Boa noite..


(Eu realmente tenho um destinatário para tal aberração, quis aqui coloca isso como forma de mobilizar esse ocioso blog! Na falta de referência e falta do que falar.. que venham as primazias do extremo vazio!)