Um livro? Rs.. Bom, digamos que viraríamos enciclopedistas de nós mesmos! Quase uma coleção literária milenar a ser desvendada pelas gerações futuras. Gerações essas que, a propósito, terão que se desdobrar para isso, afinal, não será muito fácil entender-nos no futuro quando não nos entendemos ainda hoje, ainda no presente e insólito momento! Isso foi, no mínimo, inexistencial ou, simplesmente, um delírio trivial de uma noite mais trivial ainda! Rs..
Só para comparar-nos, eu tenho também estado o meu tempo quase que todo "confinada à céu aberto" naquela gigantesca, obscura, tumultuada e efervescente UnB! Tenho, confesso, me divertido com isso.. é bom quando se pode verificar que seu pedantismo até então, puramente enfadonho, se constrói e se consolida sob um sem número de bibliografias que nos são, subitamente 'fornecidas'. Situação que perfilha o nosso pensamento sôfrego e vazio. É quase um 'status quo', nunca nos vemos livres desse litígio, digamos, ontológico de nós mesmos! Rs..
Quanta verborragia pra dizer, simplesmente, que estamos perpetuando uma geração estéril e vigorosamente opaca. Nos refugiamos em livros e propulsionamos os pensamentos alheios, graças à nossa letargia emcocional e intelectual. Por isso, reproduzimos, e reproduzimos e sistematizamos essa reprodução para nos suportar outras seguintes! É válido, é confortável, é o tal "haxixe" que tenho lido em Baudelaire, deverasmente o nosso paraíso artificial.
E com isso seguimos essa saga impreterivelmente mórbida e 'demasiadamente humana'.
Somos isso, quase puramente isso, personagens angustiadas pela falta de autonomia e legitimidade. Figurantes desse panorama obtuso e obsessivamente antropomórfico. É realmente quase isso, nos homogeneizamos sob a estética do auto-vilipêndio e conformamos a estrutura capital da nossa sociedade, o anacronismo. Ora nos sentimos malfadados e, no momento seguinte, já nos regozijamos das belezas que nos envolvem e contemplamos o belo como se nada houvera nos afligido a minutos atrás. Somos, de fato, reflexo, projeto e produto dessa celeuma chamada sociedade pós-moderna. Algozes de nós mesmos, porém, felizes, sobretudo por pertencermos ào essencial mundo contemporãneo, tão 'harmônico' e 'sóbrio', sem dicotomias aparentes.
Vamos nos deleitar do nosso pedantismo, pois ele é mesmo muito honroso. Somente dois divagantes para chegarem a tal ponto sem porquê nem quê.
No mais, quero aqui renegar tudo que foi escrito. Não passa de um simples ensaio literário sobre o excesso de passionalidade que temos ao falar de coisas pitorescas ou mesmo, o que é mais provável, uma simples divagação decorrente de uma noite comum e que finda um dia cansativo e desesperançoso.
Por fim, saúdo nossos irmãos latinos, com os quais desfrutaremos um tempo dessa nossa realidade anacrônica. E lá vamos nós, a um futuro incerto, mas com destino certo!
Não sei porque tanta exaltação em falar nada, não sei o porquê do 'sartrismo' exacerbado desses mau redigidos períodos.
Acho que preciso mesmo dormir! Rs..
Boa noite..
(Eu realmente tenho um destinatário para tal aberração, quis aqui coloca isso como forma de mobilizar esse ocioso blog! Na falta de referência e falta do que falar.. que venham as primazias do extremo vazio!)
quinta-feira, 10 de abril de 2008
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